Mesmo com inflação, Banco Central não altera taxa SELIC e estimula a economia



Uma boa notícia para os empresários brasileiros em meio a tantos problemas enfrentados por eles no dia a dia. Apesar do aumento da inflação no setor alimentício e em outras áreas produtivas, o Banco Central (BC) não mexeu nos juros básicos da economia e manteve a taxa Selic em 2% ao ano, estimulando os negócios no país.


De acordo com matéria divulgada recentemente pela Agência Brasil, com a medida de manter a taxa Selic em 2% ao ano, que já era esperada por especialistas, “o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo em um cenário de baixa atividade econômica”.


O Copom, inclusive, justificou a manutenção da taxa Selic em níveis baixos, argumentando que o efeito dos preços dos alimentos é temporário, porém, destacou que a inflação deverá continuar elevada nos próximos meses. "Apesar da pressão inflacionária mais forte no curto prazo, o comitê mantém o diagnóstico de que os choques atuais são temporários, mas segue monitorando sua evolução com atenção, em particular as medidas de inflação subjacente", disse o Copom em comunicado.


Mesmo com essa “pressão inflacionária” projetada pelo comitê nos próximos meses, a estimativa é que a inflação oficial seja de 3,75 % neste ano e em 2022 - semelhante às projeções do mercado e abaixo dos 4,52% registrados no final de 2020, a maior inflação desde 2016 (6,29%).


Mas, em cima desses números, há uma tolerância de um ponto percentual para cima e para baixo, ou seja: pode variar entre 2,25% e 5,25%.. Ainda segundo o cenário previsto pelo Copom, em 2021, a Selic subirá para 3% ao ano, no decorrer de 2021, e para 4,5%, em 2022.



A decisão de não alterar a Selic, tomada na primeira reunião do Copom em 2021, mantém o que foi definido nos últimos três encontros do comitê, ou seja, já são quatro reuniões em que não há aumento da taxa.


A Selic está no menor nível desde o início da série histórica do BC, que começou em 1996, há 25 anos. Vale ressaltar que, em julho de 2015, a taxa chegou a 14,25% ao ano. No entanto, em outubro de 2016, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegasse a 6,5% ao ano em março de 2018. Em julho de 2019, a Selic voltou a ser reduzida, até alcançar 2% ao ano em agosto de 2020 - numa tentativa de manter a economia aquecida em meio a pandemia de coronavírus.



Inflação


Como puderam perceber durante o texto, o valor dos produtos e serviços que todos nós consumimos é definido de acordo com a Selic. Essa taxa é o principal instrumento do BC para controlar a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). No ano passado, o indicador fechou em 4,52%, acima do centro da meta do governo federal, que era de 4%.





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